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Desde o primeiro encontro, Lucia Helena e Rafaela sentiram uma conexão natural. Nenhuma das duas esperava iniciar um relacionamento tão cedo, mas a conversa fluiu de imediato e, poucos dias depois, já estavam marcando de se ver. Nena, como é chamada, havia saído recentemente de um casamento longo, enquanto Rafaela retornava ao Recife após uma experiência no Rio de Janeiro que não durou como esperava. Mesmo assim, decidiram se abrir para algo novo.

 

Lucia Helena, estava com 37 anos no momento da documentação. É natural do Recife, trabalha enquanto motorista de aplicativo e é estudante de educação física. Adora acordar cedo e aproveitar o dia. Seu divertimento é praticar esportes, como jogar bola e andar de bicicleta. 

 

Rafaela estava com 23 anos no momento da documentação. Mora na cidade de Paulista, região metropolitana de Recife. Vivia um momento de recomeço na cidade e não planejava nada sério, mas percebeu que ao lado de Nena tudo se encaixava sem esforço. O relacionamento evoluiu rapidamente, mas sem pressa, no tempo certo das duas. 




 

O primeiro encontro aconteceu na Páscoa, de forma despretensiosa. Nena, muito ligada à sobrinha, saiu para comprar um chocolate de presente e aproveitou para passar perto da casa de Rafa, sugerindo um encontro rápido. Rafa deu algumas desculpas, alegando estar ocupada, mas Nena insistiu um pouco, dizendo que estava de carro e iria até ela. O que seria só um encontro no carro se alongou em uma conversa, até que, entre piadinhas, se beijaram pela primeira vez.

 

Dias depois, Rafa comentava com uma amiga que não iria namorar ninguém, que “nem tão cedo iria ceder para o namoro”... até que o celular tocou com uma notificação em tom diferente, porque geralmente nem notificava… e ela tinha colocado especialmente para ver as mensagens da Nena… quando a amiga percebeu, ela disse “Tu não vai namorar não, né? E essa notificação aí que já mudou?”. 

 

Na semana seguinte, marcaram outro encontro, dessa vez para tomar um açaí. Desde então, não se desgrudaram mais. Entre conversas, descobertas e afinidades, perceberam o quanto se encaixavam. Hoje, Rafa passa mais tempo na casa de Nena, no Recife, do que na própria casa em Paulista.




 

Rafa e Nena veem o relacionamento como algo genuinamente diferente do que já viveram. Desde o desejo constante de estarem juntas, após experiências anteriores (em outras relações) que viveram à distância, até a liberdade de viver esse amor de forma aberta. Pela primeira vez, não precisam se esconder ou restringir nada - família e amigos sabem, apoiam e participam. Postam fotos sem receio, falam sobre o que sentem, vivem a relação sem medo. Para elas, isso é essencial: poder mostrar um amor que é bonito de se viver.

 

O apoio mútuo se manifesta em tudo, desde as pequenas rotinas, como sair para pedalar juntas ou assistir aos jogos dos times (que são rivais), até os desafios mais profundos da vida, como os estudos, o trabalho e as dificuldades familiares que acontecem paralelas à vida. Mesmo nos momentos difíceis, sabem que podem contar uma com a outra, seja para cuidar da cachorrinha ou para enfrentar os obstáculos da vida. O relacionamento se sustenta na parceria e no companheirismo diário.

 

Quando pensam sobre o amor, lembram das vezes em que enfrentaram momentos de ansiedade juntas. O suporte mútuo foi essencial, tanto para acalmar quanto para ajudar a concretizar aquilo que parecia inatingível - e que era causador da ansiedade. Para elas, amar é aceitar, acolher e estar presente. É uma sensação de: eu te aceito como você é e estou aqui contigo. E ficam muito felizes, também, por verem esse amor reconhecido entre as pessoas ao redor, de tanto se apoiarem os amigos e familiares reconhecem: “Teu semblante ficou melhor depois que tu conheceu essa menina” ou “Agora tu tá indo pra frente e as tuas coisas estão progredindo”. 




 

Rafa e Nena contam o quanto o relacioamento delas é diferente em vários pontos: desde conviverem próximas, desejarem estarem muito juntas e terem tido experiências à distância antes, até o contato muito aberto que possuem com a família e que antes isso não era possível - a irmã e a sobrinha, o pai e a mãe, todos já sabem e não precisam se esconder ou restringir. Postam fotos livremente, falam sobre o seu amor. Não se sentem privadas de mostrar uma relação que é tão bonita de viver.


 

Sentem a importância do apoio - desde numa rotina muito simples em acordar e sair para pedalar, vão juntas, até assistir jogos de futebol dos times rivais juntas.. até as coisas mais profundas da vida como os estudos, os desafios de trabalho, questões familiares que acontecem paralelas à vida, os cuidados com a cachorrinha de estimação… entendem a importância de contar com a pessoa que você se relaciona. 


 

Quando pensam sobre a relação e sobre o amor, citam momentos de ansiedade que passaram juntas e que uma apoiou muito a outra, tanto para estabilizar quanto para realizar o que estava causando a ansiedade. Nesses momentos, o amor está muito veiculado à verdade, ao suporte, à uma parceria que serve como familia e acolhimento. É uma sensação de: eu te aceito como você é e estou aqui contigo. E ficam muito felizes, também, por verem esse amor reconhecido entre as pessoas ao redor, de tanto se apoiarem os amigos e familiares reconhecem: “teu semblante ficou melhor depois que tu conheceu essa menina” ou “Agora tu tá indo pra frente e as tuas coisas estão progredindo”. 

 Rafaela 
 Helena 
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